A MPX (Bovespa: MPXE3; GDR I: MPXEY), empresa do Grupo EBX, adota o conceito de sistemas integrados de energia, que incluem o controle dos recursos naturais, logística para sua movimentação, empreendimentos de geração de energia a partir dessas fontes e a comercialização de energia elétrica e combustíveis. Além disso, a MPX também investe em geração de energia a partir de fontes renováveis, como eólica e solar. Na descrição dos negócios da Companhia a seguir, os seus ativos foram divididos de forma a facilitar a visualização de seus sistemas integrados.
A MPX integra recursos naturais à geração de energia em quatro grandes sistemas, conforme indicado abaixo:

UTE Porto do Pecém I (Energia Pecém)
UTE Porto do Pecém II (MPX Pecém II)
UTE Porto de Itaqui (MPX Itaqui)
UTE Serra do Navio
*Power Purchase Agreement
Mina de Seival
MPX Colômbia
Blocos Exploratórios
UTE Porto do Açu
UTE Castilla
UTE MPX Sul
UTE Parnaíba
Energia Solar
Energia Eólica
A UTE Porto do Pecém I (Energia Pecém), fruto de uma parceira 50/50 entre a MPX e a Energias do Brasil, será uma usina termelétrica a carvão de 720 MW de capacidade instalada. A usina comercializou 615 MW médios no leilão A-5 ocorrido em outubro de 2007, garantindo uma receita fixa durante 15 anos, a partir de 2012, de cerca de R$ 476,6 milhões (base: set/09), indexada ao índice de inflação IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IBGE). O PPA (“Power Purchase Agreement”) prevê repasse integral dos custos de combustível, incluindo o impacto da variação cambial, para o preço da energia.
As obras da UTE Porto do Pecém I (Pecém I), iniciadas em julho de 2008, seguem de acordo com o cronograma planejado. Durante o 3T09, foram finalizadas as obras de fundação dos principais equipamentos da usina. No mesmo período deu-se início à montagem mecânica da estrutura da caldeira, bem como instalação de tubulações para água de circulação da planta. O prédio das instalações elétricas encontra-se em estágio avançado de construção. A evolução do empreendimento atingiu 39,4% no final do 3T09.
A primeira turbina (360 MW) está prevista para entrar em operação em julho de 2011 e a segunda turbina (360 MW) em outubro do mesmo ano, antecipando-se ao compromisso de entrega de energia, em janeiro de 2012, assumido pela empresa no leilão A-5 realizado em outubro de 2007. A Energia Pecém tem contrato EPC (Engenharia, Construção e Montagem) assinado com a Mabe Construção e Administração de Projetos Ltda., uma sociedade entre as empresas Tecnimont e EFACEC. As turbinas serão supridas pela Siemens e as caldeiras pela Doosan Babcock. O contrato de EPC conta com mecanismos de incentivo para a antecipação do início da operação e uma série de garantias de performance como Delay Damages (multa por atraso), Performance Liquidated Damages (multa por não performar condições operacionais garantidas), Performance Bond (seguro-garantia para conclusão satisfatória da implementação), Advance Payment Bond (fiança bancária garantindo retorno dos adiantamentos caso contrato não seja cumprido) e Parent Company Guarantee (garantias das empresas controladoras do consórcio).
Em 13 de julho de 2009, a MPX assinou os contratos de financiamento de longo prazo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a implantação da Energia Pecém.
O pacote de financiamento do empreendimento foi aprovado pelos credores após um longo e rigoroso processo de due diligence. A due diligence cobriu detalhadamente, entre outros, os aspectos técnico,
ambiental, social e econômico-financeiro dos projetos. Na estruturação dos financiamentos junto ao BNDES e BID, o Citibank atuou como advisor do empreendimento.
O contrato de financiamento com o BNDES prevê um empréstimo no valor de R$ 1,4 bilhão (em R$ nominais, excluindo juros durante a construção), com prazo total de 17 anos, sendo 14 anos de amortização, e carência para pagamento de juros e principal até julho de 2012. O custo contratado é de TJLP + 2,77% a.a. Durante a fase de construção os juros serão capitalizados.
Em 14 de outubro de 2009, o BNDES liberou uma parcela de R$700 milhões do financiamento de longo prazo de Pecém I. O montante liberado permitiu a quitação do empréstimo-ponte em Reais e ainda cobrirá os desembolsos previstos na implantação do empreendimento ao longo dos próximos 3 meses. Os desembolsos subseqüentes serão feitos pari passu com os aportes de capital próprio realizados pelos controladores.
Em 30 de outubro de 2009, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID) liberou a primeira tranche , no valor de US$260 milhões, do financiamento de longo prazo de Pecém I. O montante total desembolsado consiste em US$117 milhões do empréstimo direto (A Loan) e em US$143 milhões do empréstimo indireto (B Loan). O montante liberado equivale ao capex em moeda estrangeira já incorrido mais aproximadamente 75% dos desembolsos previstos na implantação do empreendimento ao longo dos próximos 6 meses. Os desembolsos subseqüentes serão feitos pari passu com os aportes de capital próprio realizados pelos controladores. Com a liberação dos recursos do BID foram também quitados os empréstimos-ponte em moeda estrangeira.
O contrato de financiamento com o BID prevê um A Loan no montante total de US$ 147 milhões e B loan no montante total de US$ 180 milhões. O A Loan tem prazo total de 17 anos, sendo 14 anos de amortização, e carência para pagamento de principal até julho de 2012. O B Loan tem prazo total de 13 anos, sendo 10 anos de amortização, e carência para pagamento de principal até julho de 2012. As taxas iniciais do A Loan e B Loan são Libor + 350 bps e Libor + 300 bps, respectivamente, com step ups ao longo do período.
O empréstimo de longo prazo em US$ já foi objeto de contratação tanto de hedge cambial quanto de swap de taxa de juros (de Libor para taxa fixa). A taxa de câmbio spot no ato da contratação foi de 1,81 R$/US$.
Considerando o valor total financiado pelo BNDES e BID e o investimento necessário para a implantação do empreendimento, a estrutura de capital/dívida do projeto será de aproximadamente 25%/75%.
A Energia Pecém integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal e conta com um desconto de 75% no imposto de renda pelos primeiros dez anos de operação por estar situada na região da ADENE/NE. Os benefícios fiscais aplicáveis ao projeto incluem ainda, a isenção de PIS/Cofins (9,25%) sobre os custos do contrato EPC, e o diferimento de 59% do ICMS sobre as importações de carvão.
A UTE Porto do Pecém II (MPX Pecém II) , de 360MW, um projeto 100% MPX, contratou 276 MW médios no leilão de energia nova A-5, ocorrido em 30 de setembro de 2008. O PPA, com início em janeiro de 2013, tem prazo de 15 anos e assegura uma receita fixa anual de R$ 226,2 milhões (base: set/09), indexada ao IPCA. Além disso, o PPA prevê repasse integral dos custos de combustível, incluindo o impacto da variação cambial, para o preço da energia. A MPX Pecém II também utilizará o Porto do Pecém para recebimento do carvão necessário.
As obras iniciaram-se em novembro de 2008 e a planta está prevista para entrar em operação em junho de 2012. As obras da MPX Pecém II seguem de acordo com o cronograma planejado. Durante o 3T09, foram concluídos os trabalhos de estaqueamento das bases da caldeira e turbina. A evolução do empreendimento atingiu 23,6% no final do 3T09.
A MPX Pecém II tem contrato de EPC (Engenharia, Construção e Montagem) assinado com a Mabe Construção e Administração de Projetos Ltda,, sociedade entre as empresas Maire Tecnimont e EFACEC. O contrato foi firmado na modalidade "empreitada global" (lump sum turn key), com preço e prazo fixos e garantias de execução e de performance da unidade. As turbinas serão supridas pela Siemens e as caldeiras pela Doosan Babcok - ambas reconhecidas mundialmente pela qualidade desses seus componentes para o setor elétrico. Na negociação do contrato EPC com a Mabe, a MPX conseguiu assegurar uma capacidade adicional de 5 MW para a MPX Pecém II, portanto acima da premissa utilizada na modelagem do leilão de energia. O aumento de capacidade está sujeito à homologação da ANEEL.
A estruturação do hedge cambial para a parcela denominada em moeda estrangeira do investimento previsto para a construção da MPX Pecém II foi concluída logo após o leilão de energia. A taxa de câmbio spot no ato da contratação foi de 1,92 R$/US$.
Em janeiro de 2009, a MPX completou a sindicalização do empréstimo-ponte, no montante equivalente a R$ 305 milhões, coordenado pelo Citibank e com participação dos bancos Bradesco, Itaú, Santander, Votorantim, visando financiar parte da implementação da MPX Pecém II. O desembolso do empréstimo-ponte já foi concluído e o mesmo, com prazo de até 15 meses, será quitado com os recursos provenientes do contrato de financiamento de longo prazo, a ser celebrado com o BNDES. O projeto foi enquadrado no BNDES para financiamento de longo prazo, considerando uma estrutura de capital/dívida de 30%/70%, e assumindo financiamento direto - indexado a TJLP - de aproximadamente 67% do total da dívida e repasse indireto - indexado ao IPCA - dos 33% restantes.
Em maio, a MPX obteve junto ao Banco Itaú BBA uma linha de crédito de longo prazo de até R$ 323 milhões, para o financiamento da MPX Pecém II. O Itaú BBA será responsável pela estruturação de uma parcela do financiamento de longo prazo, em regime de garantia firme, através do repasse de recursos e assessoria para contratação da linha total de longo prazo.
A MPX Pecém II integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal e conta com um desconto de 75% no imposto de renda pelos primeiros dez anos de operação por estar situada na região da ADENE/NE. Os benefícios fiscais aplicáveis ao projeto incluem ainda, a isenção de PIS/Cofins (9,25%) sobre os custos do contrato EPC, e o diferimento de 59% do ICMS sobre as importações de carvão.
A UTE Porto de Itaqui (MPX Itaqui), um projeto 100% MPX, será uma usina termelétrica a carvão de 360 MW de capacidade instalada. Foram comercializados 315 MW médios no leilão A-5 ocorrido em Outubro de 2007, garantindo uma receita fixa durante 15 anos, a partir de janeiro de 2012, de cerca de R$ 252,0 milhões (base: set/09), indexada ao índice de inflação IPCA. O PPA prevê repasse integral dos custos de combustível, incluindo o impacto da variação cambial, para o preço da energia.
As obras de Itaqui seguem de acordo com o cronograma planejado. Durante o 3T09, foram concluídos os trabalhos de estaqueamento para os equipamentos das plantas. No mesmo período foi iniciada a concretagem das principais fundações. Foram também recebidos alguns dos componentes dos equipamentos-chave da usina e iniciadas as obras de instalação da tubulação para água de circulação da planta. A planta está prevista para entrar em operação em outubro de 2011 e utilizará o Porto de Itaqui, já em operação, para recebimento do carvão necessário para operá-la. A evolução do empreendimento atingiu 38,8% no final do 3T09.
A MPX Itaqui tem contrato EPC assinado com a Mabe Construção e Administração de Projetos Ltda., uma sociedade entre as empresas Tecnimont e EFACEC. As turbinas serão supridas pela Siemens e as caldeiras pela Doosan Babcock. O contrato de EPC conta com mecanismos de incentivo para a antecipação do início da operação e uma série de garantias de performance similares às de Energia Pecém e MPX Pecém II.
- Financiamento:
O contrato de financiamento com o BNDES Direto prevê um empréstimo no valor total de R$ 797 milhões e do Bradesco e Votorantim no valor total de R$ 241 milhões na modalidade Repasse do BNDES (valores em R$ nominais, excluindo juros durante a construção), ambos com prazo total de 17 anos, sendo 14 anos de amortização, e carência para pagamento de juros e principal até julho de 2012. Durante a fase de construção os juros destes empréstimos serão capitalizados.
Em complementação ao financiamento do BNDES e Bancos Repassadores, o empreendimento conta com um empréstimo do BNB-FNE, no montante total de R$ 203 milhões (em R$ nominais), dos quais foram desembolsados R$ 99 milhões. O empréstimo do BNB tem prazo total de 17 anos, sendo 14 anos de amortização e carência para pagamento de principal até julho/2012.
Considerando o valor total financiado pelo BNDES, BNB, Bradesco e Votorantim e o investimento necessário para a implantação do projeto, a estrutura de capital/dívida do projeto será de aproximadamente 25%/75%.
A exposição cambial foi coberta por operações de hedge, através da contratação, em outubro de 2007, de NDF’s (Non Deliverable Fowards), que consistem na negociação a termo sem entrega física de moeda e sem chamadas de margem. O risco de taxa de juros foi mitigado através da contratação de um Swap FRA LIBOR (Foward Rate Agreement), que consiste em firmar uma taxa de juros a termo para empréstimos de longo prazo.
A MPX Itaqui integra o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do Governo Federal e conta com um desconto de 75% no imposto de renda pelos primeiros dez anos de operação por estar situada na região da ADENE/NE. Os benefícios fiscais aplicáveis ao projeto incluem ainda, a isenção de PIS/Cofins (9,25%) sobre os custos do contrato EPC, e o diferimento de 100% do ICMS sobre as importações de carvão.
A UTE Serra do Navio, parceria 51/49 entre a MPX e Eletronorte, é uma usina de geração de energia elétrica a diesel, já em operação, localizada no Município de Serra do Navio, Estado do Amapá, com capacidade de 23MW. A usina tem autorização da ANEEL para atuar como Produtor Independente de Energia - PIE.
A Mina de Seival é fruto de uma parceira 70/30 entre MPX e Copelmi e possui reservas provadas de 152 milhões de toneladas de carvão.
O carvão da Mina de Seival poderá ser utilizado para suprir o projeto UTE MPX Sul ou ainda ser comercializado naquela região. Uma planta de 600 MW consumiria cerca de 3 milhões de toneladas de carvão por ano.
A MPX possui opção de compra de direitos minerários em uma tradicional região produtora de carvão térmico na Colômbia - La Guajira, perfazendo uma área total de aproximadamente 66 mil hectares. O carvão oriundo destas regiões produtoras é reconhecido por sua excelente qualidade, com poder calorífico geralmente em torno de 6.000 kcal/kg e com baixos teores de cinzas e enxofre.
Em 15 de setembro de 2009, foi emitido o primeiro relatório técnico de certificação de recursos de carvão térmico. Foram delineados recursos de 110 milhões de toneladas, com elevado potencial para mineração a céu aberto, com base em dados de uma campanha exploratória que cobriu 320 hectares (ha).
Deu-se prosseguimento ao plano de perfuração na região de La Guajira. Os esforços estão concentrados nas áreas já perfuradas, buscando a ampliação do volume de recursos indicados e a certificação de reservas, e também em novas áreas, buscando recursos para mineração a céu aberto e subterrânea. Os resultados encontrados até o momento são bastante promissores.
Em paralelo à campanha de exploração, estão sendo analisadas alternativas de portos para escoamento da produção futura.
A campanha de sondagem realizada até fev/2010, com um total de 266 furos, sendo 195 positivos, perfazendo um total de 90.000 metros perfurados, indica recursos potenciais de 1,74 bilhão de toneladas de carvão. O sucesso obtido até o momento na campanha de exploração, aliado à aquisição de site estratégico para a implantação de um porto próprio, assegura o desenvolvimento de um sistema integrado com capacidade de produção de 20 milhões de toneladas por ano (Mtpa).
O sistema contará com 3 minas a céu aberto, em Cañaverales, Papayal e San Benito, e mineração subterrânea em San Juan. A produção deverá iniciar-se em 2012 e, com os recursos já identificados, poderá alcançar 15 milhões de toneladas anuais (Mtpa) em 2021. O Plano de Negócios considera, ainda, que com a expansão da exploração para novas áreas, a produção deverá atingir 20 Mtpa.
O porto próprio da MPX Colombia (“Porto MPX”) tem uma área de 521 hectares e está localizado a aproximadamente 150 km das minas, devendo entrar em operação ao final de 2013, atendendo aos volumes previstos no Plano de Negócios a partir de 2014. Até o início da operação do Porto MPX, será utilizada solução portuária existente, em Santa Marta ou Ciénaga, solução esta já em fase de negociação, para escoar a produção e suprir as plantas no Brasil e no Chile. A solução logística prevê duas fases distintas. A primeira, utilizando transporte rodoviário, possibilitará atingir 7 Mtpa em 2015. A partir de 2016, está prevista a entrada em operação de ferrovia dedicada, que possibilitará o atingimento da capacidade máxima planejada de 20 Mtpa.
A MPX Colombia preparou um rigoroso cronograma de atividades para a obtenção das licenças ambientais, concessões e servidões ou desapropriações necessárias para a implementação do seu sistema integrado, de forma a cumprir as metas estabelecidas no Plano de Negócios.
A MPX Colombia identificou, nas 4 áreas atualmente em exploração, 1,74 bilhão de toneladas de recursos potenciais de carvão mineral. As concessões da MPX perfazem um total de 66.225 ha, ao longo de 25 km da Formação Cerrejón, segundo relatório da John T. Boyd Company. Em mar/2010, foram certificados pela John T. Boyd, segundo normas canadenses (NI 43-101), 144 milhões de toneladas de reservas e recursos, com potencial para mineração a céu aberto. Adicionalmente, a MPX Colombia, identificou 1,6 bilhão de toneladas de carvão em recursos potenciais para mineração subterrânea na área de San Juan.
O Plano de Negócios, que une ativos de classe mundial à solução logística própria, garante ao sistema da MPX Colombia uma integração regional única, envolvendo os mercados colombiano, brasileiro e chileno, assegurando a monetização de sua produção, permitindo a captura de ganhos de escala e elevando significativamente o retorno de suas operações. A versão completa do Plano de Negócios pode ser encontrada no website da MPX.
Conforme o comunicado divulgado pela OGX Petróleo e Gás Participações S.A, no dia 27 de abril de 2010, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP (“ANP”) aprovou a transferência da participação de 70% dos direitos e obrigações referentes a sete blocos exploratórios terrestres na bacia do Parnaíba, interior do estado do Maranhão (“Blocos”), detida por sua subsidiária OGX Petróleo e Gás Ltda para a OGX Maranhão Petróleo e Gás Ltda sociedade em que a OGX S.A. detém 66,7% e a MPX Energia S.A 33,3% do capital social, conforme já previsto no Comunicado ao Mercado divulgado no dia 24 de setembro de 2009.
Em 24 de setembro de 2009, a OGX Ltda adquiriu a participação nos Blocos junto à Petra Energia Ltda (“Petra”), que permanece com 30% de participação nos mesmos. Nesta ocasião, OGX e MPX firmaram um Memorando de Entendimentos que já previa a transferência da participação adquirida para a OGX Maranhão após a aprovação da ANP. Este Memorando de Entendimentos também formaliza a intenção de celebrar um acordo de fornecimento de gás natural para Usinas Termoelétricas a serem desenvolvidas pela MPX em associação com a Petra, o que poderá garantir uma demanda para até a totalidade da produção.
Os blocos estão localizados bacia do Parnaíba, considerada de nova fronteira, e se estendem por 21.471 km², apresentando relevante potencial para produção de gás, confirmado através de um poço perfurado em 1987 onde foram constatados indícios de hidrocarboneto.
A MPX possui um portfólio de projetos que posiciona a empresa de forma estratégica em busca das melhores oportunidades de crescimento vis a vis o cenário energético brasileiro.
No entanto, o desenvolvimento desses projetos está sujeito às condições de mercado, sempre considerando a manutenção da disciplina de capital da empresa. A MPX reitera o compromisso com seus acionistas de buscar retornos adequados ás condições de mercado vigentes.
O Projeto MPX Açu será instalado no Super Porto do Açu e é dividido em 2 fases:
Fase I
MPX Açu Fase I possui licença de instalação, emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (INEA), para 2.100 MW, utilizando carvão mineral importado como combustível.
Fase II
MPX Açu Fase II contará com uma usina térmica à Gás Natural com capacidade de 3.330 MW e um terminal de regaseificação.
Encontra-se em curso o licenciamento de um projeto de instalação de uma usina a carvão pulverizado, com módulos de 350 MW, totalizando até 2.100 MW, o que equivaleria a aproximadamente 20% da capacidade instalada atual do Chile.
O licenciamento da UTE Castilla dará à MPX uma excelente plataforma de crescimento no Chile ao longo dos próximos 15 anos, e com isso, acredita que poderá contribuir de forma relevante para uma maior segurança de fornecimento de energia ao sistema chileno.
Em Novembro de 2009, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) concedeu Licença Prévia (LP) para a UTE MPX Sul. A LP atesta a viabilidade ambiental do projeto, que prevê a implantação de uma usina termoelétrica a carvão mineral de até 600 MW no município de Candiota, estado do Rio Grande do Sul.
O suprimento de carvão mineral para MPX Sul virá da mina de Seival, na qual a MPX detém participação de 70%.
A Companhia pretende desenvolver um projeto termelétrico integrado que utilizará o gás natural a ser produzido nos blocos exploratórios que possui no Maranhão. Para tanto, é necessário ainda dados detalhados de recursos presentes nos blocos, para definição do tamanho do empreendimento. O projeto de geração será desenvolvido através de uma parceria 70/30 entre MPX e Petra Energia. Os blocos têm localização privilegiada para conexão à rede de transmissão, estando próximos de uma subestação de 500 Kv (Presidente Dutra). Considerando apenas o volume certificado de recursos contingentes, há potencial para a implantação de uma usina termoelétrica inicialmente com capacidade de 1000 MW, utilizando tecnologia de ciclo combinado.
A MPX iniciará em breve o processo de licenciamento ambiental para esta usina termoelétrica. Tão logo quanto possível, a Companhia pretende iniciar negociações para a contratação da energia da usina. Com esse intuito, a partir de dezembro de 2009, serão iniciadas novas sísmicas no bloco PN-T-68, objetivando obter dados adicionais para iniciar perfuração ao fim do 1S2010.
A MPX tem ainda em seu portfólio uma parceria que está estruturando a montagem de uma planta – piloto, que na primeira fase terá 1 MW energia solar em Tauá, município do Estado do Ceará. A empresa assinou memorando de entendimentos (MoU) com a Baoding Tianwei Yingli New Energy Resources Co. Ltd., visando desenvolver uma parceria prospectiva em projetos relacionados à geração de energia de fonte solar.
A Companhia possui em seu portfólio o projeto de Paracuru, com capacidade instalada de 32 MW e fator de capacidade de 40%. Paracuru está localizado no estado do Ceará.